É com grande entusiasmo e os corações repletos de harmonia que apresentamos a 28.ª edição do Puer Natus Est, o tradicional concerto de Natal do Coro Académico da Universidade do Minho (CAUM).

Este evento anual, mais do que uma celebração musical, é já uma tradição natalícia profundamente enraizada na cidade de Braga e nos corações dos bracarenses. É com uma enorme satisfação e uma sensação de dever cumprido que, ano após ano, vemos a Sé de Braga preenchida de sorrisos, aplausos e muita alegria.

Nesta imponente catedral, iluminada com a magia do Natal, as vozes do CAUM, que ecoam pelo majestoso espaço, criam uma atmosfera única, celebrando a beleza e a sonoridade da época festiva.

Além disso, comprometidos com a solidariedade, levamos a cabo novamente uma recolha de bens à entrada do evento, contribuindo todos os anos para uma causa social diferente, fortalecendo os laços com toda a comunidade e assegurando uma ajuda àqueles que mais necessitam.

Este ano, como não podia deixar de ser, contamos com a participação de um coro infanto-juvenil: os Jovens Cantores de Guimarães; e, desta vez, teremos ainda a companhia de um grupo instrumental: a Camerata Minhota. Juntos, aqueceremos e abrilhantaremos o serão e toda a Sé de Braga, garantindo bonitos e memoráveis momentos.

O Puer Natus Est é um espetáculo que transcende gerações, pois, além de um concerto de Natal, é um momento de união, partilha e alegria, refletindo a essência tão característica desta quadra.

Desejamos a todos um ótimo espetáculo!

O Coro Académico da Universidade do Minho é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em janeiro de 1989, e reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública em junho de 2004.

Ao longo de mais de 30 anos, tem construído uma identidade própria no panorama cultural português, aliando a alegria da sua juventude aos encantos da música coral de todas as épocas, especialmente da música portuguesa. Criado com o fim de divulgar a música coral e instrumental e de proporcionar um espaço de convívio musical (no qual promove o gosto de cantar e desenvolve a sensibilidade artística dos seus associados), já realizou mais de oito centenas de concertos, pelos quais passaram mais de setecentos coristas.

Privilegiando o repertório a capella, da renascença à atualidade, tem também atuado com acompanhamento de quinteto de metais e quarteto de cordas. A presença deste grupo no cenário musical tem-se pautado por uma atitude de abertura e pluralismo, tendo já colaborado com vários grupos e formações de diversas áreas da música.

Afirmada a sua identidade cultural, o CAUM passou a apresentar-se além-fronteiras em diversos encontros de coros. Realizou digressões pelo Brasil (2004), pela Ilha da Madeira (2006), pelos Açores (2009), pelo Algarve (2012), por Paris, Basileia, Zurique e Luxemburgo (2013), por Itália (2015), por Praga e Berlim (2016). Em 2017, levou um projeto musical e social à Ilha de Santiago, em Cabo Verde; em 2018 passou pela Bulgária e pela Roménia; em 2019 voou até Provença, na França; e em 2022 fez uma tour por Portugal.

Desde 1995 tem editado diversos álbuns. O primeiro, intitulado Vozes e Espaços, foi gravado em Braga, na Sé Catedral e no Salão Medieval da Reitoria da UMinho, e em Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança (2001). Da natural sintonia das vozes CAUM e instrumentos da Azeituna, surgiu uma realidade que transcende a dimensão de cada um dos grupos, Coro Sobre Azul (2003). Na celebração dos 15 anos de actividade editou um CD multimédia intitulado Hino da Universidade do Minho (2004). Posteriormente, procedeu à gravação, na Capela da Faculdade de Teologia, do CD Dormindo está o Menino (2006), composto na sua totalidade por reportório de natal. No ano de 2006, o CAUM voltou a gravar no Auditório da Academia de Música de Paços Brandão e na Capela da Faculdade de Teologia um novo CD, Homenagem a Fernando C. Lapa, uma homenagem ao seu fundador e primeiro diretor artístico, lançado com um livro no qual se encontram as partituras de todas as músicas contidas no disco. Cultivando uma partilha de cultura musical e da arte coral, o CAUM lançou, em 2017, um novo álbum, Na promessa de uma canção, uma coletânea de arranjos de Rui Paulo Teixeira, onde se comemora, acima de tudo, a amizade.

Desde a sua fundação, até agosto de 2004, o CAUM foi dirigido de forma exemplar por Fernando C. Lapa, que deixou, no coro, a distinção das suas qualidades musicais e humanas. Entre abril e dezembro de 2005 a regência do CAUM foi assumida por Magna Ferreira tendo, em janeiro de 2006, sido assegurada por Rui Paulo Teixeira (que já tinha desempenhado as mesmas funções entre outubro de 2004 e março de 2005) até dezembro de 2017. A janeiro de 2018 foi Sílvio Cortez quem aceitou o desafio de guiar o CAUM, tendo-o feito até outubro de 2022, momento em que é convidado, para o seu lugar, Cosme Campinho.

Atualmente, dirigido pelo Maestro César Freiras, o CAUM é composto pela voz e amizade de cerca de 50 coristas.

César Freitas

Natural dos Açores, iniciou estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Em 2007 concluiu a Licenciatura Bietápica em Formação Musical na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo) do Instituto Politécnico do Porto. Em 2013 conclui o Mestrado em Música na especialização de Direcção Coral na Universidade de Aveiro, tendo em 2017 concluído o Mestrado em Ensino da Música na Universidade do Minho. 

No âmbito da Direção Coral realizou masterclasses em Portugal e no estrangeiro (Holanda, Irlanda e Itália), estudando com diversas figuras de renome na área. É membro do Coro Casa da Música desde a sua fundação.

Dirigiu entre 2010 e 2020 o Coro de Câmara da Academia de Música de Castelo de Paiva, com o qual participou com reconhecido mérito e alguns prémios em diversos concertos e concursos em Portugal e no estrangeiro destacando-se a participação no Canta al Mar 2014 (Barcelona, Espanha), World Choir Games 2016 (Sochi, Rússia) e European Choir Games 2019 (Gotemburgo, Suécia).

Fundou em 2021 o coro ProVocal Ensemble, do qual é o diretor artístico.

Recentemente orientou um estágio com o Coro Geral da ESART – Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico da Castelo Branco e foi convidado para ser orador e moderador nas duas primeiras edições do Fórum da Formação Musical, bem como para o lançamento do primeiro volume do Projeto Coral da Poesia Portuguesa.

Foi recentemente nomeado diretor artístico do CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho.

Leciona desde 2005 na Academia de Música de Castelo de Paiva. Desempenhou funções docentes na Academia de Música de Paredes e na Escola de Música Guilhermina Suggia da Fundação Musical dos Amigos das Crianças, no Porto.

Sediados na Sociedade Musical de Guimarães / Conservatório de Guimarães, os JOVENS CANTORES DE GUIMARÃES são um projeto de educação artística com extensão à comunidade que proporciona, a jovens entre os 8 e os 18 anos, a vivência da música coral.

Visando atingir um elevado nível artístico, os JCG alicerçam o seu projeto  num conjunto de práticas artísticas e pedagógicas que aliam o canto, o movimento e a dramaturgia e na abordagem de um repertório musical eclético, centrado na música contemporânea para coro infantil, na música étnica e nos autores portugueses.

Desde a sua fundação, em 2011, estrearam diversas obras que lhes foram dedicadas (Lagarto, macaco, burrato, de Paulo Bastos, Balada das vinte meninas, de André Ruiz, Canto em ti, de Sara Carvalho) e deram em primeira audição em Portugal diversas obras contemporâneas.

Tendo granjeado um local de destaque no panorama coral nacional, os JCG apresentam-se regularmente em palcos nacionais e internacionais, sendo de destacar a sua participação no Festival Coral Internacional Coreate Junior, em Barcelona, o Youth Choirs in Movement, em Bona, o Guimarães Allegro, o Encontro Internacional de Música Coral da Póvoa de Varzim.

Como coro cénico, desenvolvem diversas parcerias com companhias e coletivos artísticos,  numa abordagem transdisciplinar ao espetáculo coral, sendo de realçar os projetos Capriccio stravagante (Mobile Companhia de Dança), Descouroçar (Onda Amarela), O canto da Lagoa Branca (CIUL e Coro Las Veredas), Utopia (Opera Isto) e Noturno (com NEFUP ).

Na presente temporada apresentam o programa PRAKRITI em diversos palcos nacionais e no Palau da Musica Catalana (Barcelona).

Direção: Janete Costa Ruiz
Piano: Joao Bastos

Janete Ruiz

Janete Ruiz desenvolve uma carreira eclética de diretora coral e cantora em diversas formações. Dedica-se à  prática coral infanto-juvenil,  com particular  interesse na abordagem à composição contemporânea para coros infantis e na introdução do movimento como estratégia globalizante do trabalho coral e veículo de desenvolvimento artístico e expansão dos horizontes musicais.

Frequentou formação com Basilio Astulez  e Elisenda Carrasco e no âmbito da Europa Cantat (voz e movimento — Bergen, 2014; improvisação e composição coral; corpo, movimento e voz — Tallin, 2018; Utrecht, 2022), e da International Federation for Choral Music (Barcelona, 2017).

Os seus mais recentes compromissos incluíram  orientação de workshops com diversos coros, formação com a APEM e o Curso de Pedagogia e Dinamização de coros infantis a convite da Confederação de Coros do País Basco.

Convidada frequentemente para orientar workshops com diversos coros, é tambem convidada a apresentar comunicações  em congressos nacionais e internacionais sobre musica coral portuguesa e sobre metodologias de trabalho com coros infantis.

Tem publicado diversos artigos de investigação sobre a influência das metáforas no desenvolvimento técnico e artístico de cantores e coralistas e sobre o papel do coro como entidade performativa

Diplomada em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, é Licenciada em História da Arte pela Universidade do Porto, mestre em Ciências Musicais pela Universidade de Coimbra e Mestre em Direção e Pedagogia Coral pela UNIR, é  doutorada em Estudos da Criança (variante Educação Musical) pela Universidade do Minho.

É  professora  convidada na Universidade do Minho. Leciona no Conservatório de Guimarães. É fundadora e diretora artística dos Jovens Cantores de Guimarães desde 2011.

Formada em 2022, a Camerata Minhota é um grupo de música de câmara constituído por estudantes da Universidade do Minho. Todos com formação musical, os integrantes procuravam um local onde pudessem tocar em conjunto.

A Camerata teve a sua estreia com um pequeno momento musical na Tomada de Posse da Direção do NEMUM, ao qual se seguiram várias outras atuações. Destacam-se as apresentações na Semana da Euforia, organizada pela AAUMinho, no XXXII FITU, da Tuna Universitária do Minho, e no Deriva, um evento cultural organizado por alunos do Mestrado em Comunicação, Arte e Cultura.

José Tatá

José João Lopes Tatá iniciou os seus estudos musicais aos 6 anos na Companhia da Música, atual Conservatório Bonfim, em Braga. Estudou piano com os professores Oleg Martirosov e Marian Pivka, tendo concluído o 8.º grau do curso secundário de música em 2021.

Iniciou a sua formação em direção coral em 2021, frequentando o Curso de Direção Coral e Técnica Vocal de Vila Franca de Xira durante as edições XXV e XXVI, sob a orientação dos maestros Edgar Saramago, Artur Pinho Maria, João Santos Dias, Flávio Ulisses Cardoso, e trabalhando ainda com José Bago d’Uva e Cátia Moreso. Desde 2022 tem aulas regulares de direção coral com o maestro Artur Pinho Maria.

Atualmente, frequenta o 6.º ano do curso de medicina na Escola de Medicina da Universidade do Minho e é associado efetivo do Coro Académico da Universidade do Minho. Dirige ainda a Camerata Minhota desde 2022, grupo de música de câmara do qual é membro fundador.

O Puer Natus Est não é apenas uma celebração da música e do espírito natalício, mas também uma expressão do nosso compromisso para com a solidariedade e a partilha.

Ao longo dos anos, o concerto de Natal do CAUM tem abraçado uma nobre tradição solidária. O nosso palco, que ressoa com as mais belas melodias, transforma-se numa plataforma para a generosidade. A Sé de Braga é adornada não apenas com os aplausos calorosos do público, mas também com a solidariedade expressa através das suas doações.

A cada edição, convidamos todos os que se juntam a nós nesta festa musical a contribuir com bens alimentares e/ou outros, que serão posteriormente entregues a uma associação previamente anunciada. Esta iniciativa representa a essência do espírito natalício, onde a música e a solidariedade se entrelaçam de forma harmoniosa.

Agradecemos a todos os presentes por, mais uma vez, fazerem parte desta sinfonia de entre-ajuda e esperamos que as notas que ecoam nesta noite ressoem também nos corações daqueles que beneficiarão das vossas contribuições, levando a luz e a esperança a quem mais precisa.

Neste XXVIII Puer Natus Est, unimo-nos mais uma vez, não apenas em festivos cânticos, mas numa melodia de compaixão e partilha.

A Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) é uma das 162 Estruturas Locais da Cruz Vermelha Portuguesa em território nacional.

Fundada a 30 de outubro de 1870, a Delegação de Braga desenvolve a sua missão em obediência aos Estatutos da Cruz Vermelha Portuguesa e age em conformidade com as normas do Direito Internacional Humanitário. As nossas diretrizes são focadas em garantir o respeito pela dignidade da pessoa humana, em favorecer a paz, em minimizar os efeitos negativos dos conflitos e em proteger a vida e a saúde das populações. A nossa atividade é desenvolvida em autonomia face ao Estado e de acordo com os 7 Princípios Fundamentais: Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade.

A nossa Missão “Prestar assistência humanitária e social, em especial aos mais vulneráveis, prevenindo e reparando o sofrimento e contribuindo para a defesa da vida, da saúde e da dignidade humana”.

A nossa Visão “Inspirar, estimular, facilitar e promover continuamente todas as formas de atividades humanitárias, com vista a prevenir e aliviar o sofrimento humano, e assim contribuir para a manutenção e promoção da dignidade humana e paz no mundo”

Os nossos Valores: Pessoas; Integridade; Diversidade; Liderança; Inovação; e Sustentabilidade.

A Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa realiza o seu trabalho humanitário junto dos mais vulneráveis, das famílias, das minorias étnicas, dos idosos, das crianças e jovens e das pessoas em situação de sem-abrigo e/ou com comportamentos aditivos, e de todos os que precisam de auxílio, prestando um apoio qualificado, com profissionais e voluntários comprometidos com a dignidade humana. Intervém ativamente em situações pandémicas, de emergência e transporte de doentes.  A Cruz Vermelha é constituída por colaboradores e por uma grande equipa de Voluntários, ambos comprometidos em estimular e mobilizar a sociedade para responder às novas necessidades sociais; melhorar a qualidade e vida das pessoas mais vulneráveis; promover a inclusão social e uma cultura de não violência e paz; promover uma vida saudável e segura.

Também dinamiza e desenvolve a área de formação, nomeadamente de primeiros socorros/emergência/saúde com certificação internacional e nacional; de Covid-19 – como limitar o impacto da Covid-19 no contexto profissional; em matéria de Migração e formação em Desenvolvimento de Competências Pessoais e Sociais.


Marques, Ana. 2023. “Entrevista ao Presidente da Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa”. UMdicas, 2 de setembro de 2016. https://www.dicas.sas.uminho.pt/noticias/
entrevista-com/2023/01/entrevista-ao-presidente-da-delegacao-de-braga-da-cruz-vermelha-portuguesa

CAUM & Camerata Minhota
Benedicat Vobis
G. F. Handel
Adapt. instrumental: José Tatá & Marta Franco
(baseada na orquestração de Rui Paulo Teixeira)​
Eu hei-de m'ir ao presépio
Tradicional de Elvas
Arr. coral: Fernando C. Lapa
Orq.: José Tatá
Do varão nasceu a vara
Tradicional da Beira Litoral
Harm. coral: Fernando Lopes-Graça
Adapt. instrumental: Rui Paulo Teixeira
(baseada na orquestração de Nuno Jacinto)
CAUM
Pastores que andais na serra
Tradicional de Trás-os-Montes
Harm.: Fernando C. Lapa
Natal de Penamacor
Tradicional de Penamacor
Arr.: Joaquim Fidalgo
Jovens Cantores de Guimarães
Ethernal Echo
O. Kortekangas
Who can sail without the wind?
E. Ešenvalds
Sure on this shining night
M. Lauridsen
Estnishes wiegenlied
A.Pärt
O meu menino é d’oiro
Tradicional de Cinfães
Arr.: André Ruiz
Nigra sum
P. Casals
Lady of the evening star
D. Lim
La fede
G. Rossini
In the bleak midwinter
G. Holst
Luce lella
D. Azurza
CAUM & Camerata Minhota
White Christmas
Irving Berlin
Arr. coral: Marum S. Alexander
Adapt. instrumental: Joana Oliveira & José Tatá
(baseada na orquestração de Francesco Parente)
CAUM
Carol of the bells
Tradicional da Ucrânia
Letra: Peter J. Wilhousky
Arr.: Mykola Leontovich
El noi de la mare
Tradicional da Catalunha
Arr.: Ernest Cervera
O come, o come, Emmanuel
Tradicional da Inglaterra
Arr.: Não identificado
God rest ye, merry gentlemen
Tradicional da Inglaterra
Arr.: Bryan D. Petersen
CAUM & JCG & Camerata Minhota
Adeste fideles
Autor desconhecido (séc. XVIII)
Orq.: Fernando C. Lapa

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