É com imenso entusiasmo e uma tamanha alegria que apresentamos a 24.ª edição do Vozes Sobre a Cidade, um concerto que ilumina o coração de Braga e marca o fim de mais um ano letivo numa celebração vibrante. Organizado pelo Coro Académico da Universidade do Minho (CAUM), este evento anual transforma a noite num cenário de pura magia, com as nossas vozes ecoando do topo dos escadórios do Santuário do Bom Jesus do Monte.

Numa noite em que o pôr do sol se funde com as harmonias mais belas, convidamos todos a mergulhar numa experiência inesquecível. O Vozes Sobre a Cidade, mais que um concerto, é uma festa comunitária, uma celebração das conquistas do ano letivo e as boas-vindas às tão aguardadas férias de Verão. Este é um momento de união, onde cada nota musical é uma ponte entre o passado e o futuro, criando memórias que para sempre perdurarão.

Com o pano de fundo da deslumbrante vista panorâmica sobre a cidade de Braga, as nossas vozes trazem à vida um repertório diversificado e emocionante. Este ano, temos ainda a honra de contar com a participação especial da TMUM – Tuna de Medicina da Universidade do Minho, que adicionará uma camada extra de ritmo e energia. E, claro, celebramos também a passagem simbólica dos nossos caloiros a coristas efectivos, um rito de passagem que fortalece os laços e perpetua a tradição do nosso coro.

Desejamos a todos uma noite repleta de emoções, onde a música não só ressoa nos ouvidos de quem nos escuta, mas também toca o seu coração. Que o Vozes Sobre a Cidade seja uma celebração da música, da amizade e da beleza inigualável do nosso Bom Jesus do Monte. Aproveitem cada momento e deixem-se envolver pela harmonia e alegria que preparamos com tanto carinho.

Bom espetáculo!

O CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho é um coro amador misto, formado essencialmente por estudante e ex-estudantes da UMinho. É o grupo cultural da academia com mais anos de atividade, sendo uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em janeiro de 1989, e reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública em junho de 2004.

Ao longo de mais de 30 anos, tem construído uma identidade própria no panorama cultural português, aliando a alegria da sua juventude aos encantos da música coral de todas as épocas, especialmente da música portuguesa. Criado com o fim de divulgar a música coral e instrumental, e de proporcionar um espaço de convívio musical (no qual promove o gosto de cantar e desenvolve a sensibilidade artística dos seus associados), já realizou mais de oito centenas de concertos, pelos quais passaram mais de setecentos coristas.

Privilegiando o repertório a cappella, da renascença à atualidade, tem também atuado com acompanhamento de quinteto de metais e quarteto de cordas, entre outros. A presença deste grupo no cenário musical tem-se pautado por uma atitude de abertura e pluralismo, tendo já colaborado com vários grupos e formações de diversas áreas da música.

Afirmada a sua identidade cultural, o CAUM passou a apresentar-se além-fronteiras em diversos encontros de coros. Realizou digressões ao Brasil (2004); à Ilha da Madeira (2006); aos Açores (2009); ao Algarve (2012); pela Europa (2013); por Itália, do Adriático a Roma (2015); por Praga e Berlim (2016); à Ilha de Santiago, em Cabo Verde (2017), tendo organizado um projeto musical e social; pela Bulgária e Roménia (2018); a Provença, em França (2019); pelo litoral de Portugal (2022); à Hungria (2024); e novamente por Itália, dos Alpes a Roma (2025).

Desde 1995 tem editado diversos álbuns. O primeiro, intitulado Vozes e Espaços, foi gravado em Braga, na Sé Catedral e no Salão Medieval da Reitoria da UMinho, e em Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança (2001). Da natural sintonia das vozes CAUM e instrumentos da Azeituna, surgiu uma realidade que transcende a dimensão de cada um dos grupos Coro Sobre Azul (2003). Na celebração dos 15 anos de atividade editou um CD multimédia intitulado Hino da Universidade do Minho (2004). Posteriormente, procedeu à gravação na Capela da Faculdade de Teologia do CD Dormindo está o Menino (2006), composto na sua totalidade por reportório de natal. No ano de 2006 o CAUM voltou a gravar no Auditório da Academia de Música de Paços Brandão e na Capela da Faculdade de Teologia um novo CD, Homenagem a Fernando C. Lapa, uma homenagem ao seu fundador e primeiro diretor artístico, lançado com um livro no qual se encontram as partituras de todas as músicas contidas no disco. Cultivando uma partilha de cultura musical e da arte coral, o CAUM lançou, em 2017, um novo álbum, Na promessa de uma canção, uma coletânea de arranjos de Rui Paulo Teixeira, onde se comemora, acima de tudo, a amizade.

Desde a sua fundação, até agosto de 2004, o CAUM foi dirigido de forma exemplar por Fernando C. Lapa, que deixou, no coro, a distinção das suas qualidades musicais e humanas. Entre abril e dezembro de 2005, a regência do CAUM foi assumida por Magna Ferreira, tendo depois, entre janeiro de 2006 e dezembro de 2017, sido assegurada por Rui Paulo Teixeira (que já tinha desempenhado as mesmas funções entre outubro de 2004 e março de 2005). A janeiro de 2018, foi Sílvio Cortez quem aceitou o desafio de guiar o CAUM, tendo-o feito até outubro de 2022. Durante o ano seguinte, é Cosme Campinho que assume o lugar, e posteriormente, até ao fim do ano de 2025, César Freitas.

Atualmente, dirigido pelo Maestro Sílvio Cortez, o CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho é composto pela voz e amizade de cerca de 60 coristas.

Sílvio Cortez

Iniciou os estudos musicais em regime de curso livre em Paços de Ferreira, tendo frequentado posteriormente a Academia de Música de Paredes onde conclui o curso básico, ingressa depois no Conservatório do Porto onde viria a concluir o curso complementar. Conclui com alta classificação o curso superior de Direção Musical (coro e orquestra) no Conservatório Superior de Gaia, onde trabalhou com os Maestros, Manuel Ivo Cruz; Mário Mateus e Gerald Kegelmann. Estudou Técnica Vocal e repertório com a Professora Fernanda Correia e frequentou diversos seminários de expressão corporal orientados pela Professora Jane Davidson. Participou em vários seminários de análise musical e instrumentação sob orientação do professor Álvaro Salazar e participou em cursos de aperfeiçoamento de Direção de orquestra de sopros dirigidos pelo Professor Saúl Silva. Frequentou Master classes de Direção de Orquestra com o Maestro Sergei Stadler, e trabalhou como assistente do Maestro Manuel Ivo Cruz nas óperas «Flauta Mágica» e «Amahl e os visitantes da noite». Nas diferentes áreas da história, teoria, análise e composição teve oportunidade de estudar com Christopher Bochmann, Benoît Gibson, João Pedro Alvarenga, Vanda de Sá, e Rui Vieira Nery. É licenciado em História e Teoria da Música pela Universidade de Évora e frequentou o doutoramento na Universidade de Aveiro.

Do vasto repertório coral e orquestral que trabalhou, destacam-se as obras: Missa de Stravinsky; Missa da Coroação de Mozart; Concertos solo de J.S. Bach e A. Vivaldi; Concertos grosso de A. Corelli, Fantasia Tallis de Vaughan Williams, Cantata no 4 (Christ lag in Todes Banden) de J.S.Bach; Oratório de Natal de Camile saint-saëns; Concerto em Ré maior para Guitarra de A. Vivaldi; Requiem de G. Fauré; Missa Solemnis de L.V. Beethoven; Carmina Burana de Carl Orff; Missa Brevis de Jacob Hann; Missa Brevis de W. A. Mozart, Missa Luba de Guido Haazen; The Little Sweep de B. Britten e The Tale Of Three Trees de Allen Pote & Tom S.Long,

Com as formações corais que dirige e no âmbito de Festivais/Competições, realizou concertos em Espanha, França, Itália, Dinamarca, Hungria, Grécia, Roménia, Bulgária, Noruega e Suíça assim como concertos em Portugal continental e ilhas.

Dirigiu entre 2005 e 2010 o eCOROmia – Coro da Faculdade de Economia do Porto, entre 2004 e 2017 o Ensemble Vocal de Freamunde e entre 2017 e 2022 o CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho. Foi diretor artístico do F.I.C.C. – Freamunde International Choir Competition (2010-2016). Em 2017 foi convidado para participar como júri no 4th International Passion Music Festival Szczecin – Polónia.

Atualmente é Diretor Pedagógico do Conservatório do Vale do Sousa e professor de História da Cultura e das Artes no Conservatório de Música de Paredes. Orienta regularmente workshops de direção coral e de Coro – Práticas e Saberes.

É o maestro titular da Orquestra ARNEMA e dirige desde a sua fundação, o Coro Feminino CVS (2007) e o Vocal Art Ensemble (2018). No presente ano (2026), reassume a posição de maestro titular do CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho.

O sonho de criar uma Tuna de Medicina é tão antigo quanto a existência do curso de Medicina, que surgiu em 2001/2002. Após inúmeras tentativas, é no dia 17 de novembro de 2009 que vários destemidos e destemidas comparecem ao primeiro ensaio de sempre, assinalando-se esta como a data de fundação da Tuna de Medicina da Universidade do Minho (TMUM).

Os primeiros ensaios da Tuna ocorrem nos auditórios A0.02 e A0.03 da Escola de Medicina da Universidade do Minho (EM-UM) e progressivamente inicia-se a construção do repertório musical inicial da TMUM, incluindo músicas tradicionais do mundo tunante, como “Traçadinho” e “Madalena”.

Não tendo quaisquer apoios monetários, é através do financiamento dos próprios Tunos que a TMUM adquire os seus primeiros instrumentos. Simultaneamente, é nesta fase que se define o nome da Tuna. Entre as várias sugestões surgem nomes como “Serpentuna”, “Hipocratuna” e “Estetotuna”, vencendo o nome de TMUM. Discute-se ainda a simbologia da Tuna, isto é, a sua cor, brasão e lema, mascote, hierarquia e alterações ao Traje Académico.

Relativamente à hierarquia, define-se como Parasita qualquer indivíduo que se pretende juntar à TMUM, e que por isso comparece aos seus ensaios e outros eventos. Segue-se o Enfermo, oficialmente caloiro da TMUM. Há ainda o Curandeiro e, por fim, o grau hierárquico máximo da TMUM, o Doutuno.

Em 2010/2011, ocorre a estruturação da TMUM em Órgãos Sociais (Direção, Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal) e decorrem os processos de regularização legal e fiscal da Tuna, dando-se, finalmente, a oficialização da TMUM.

A 27 de abril de 2010 decorreu a primeira atuação da TMUM na atividade “Talentos da Casa”, organizada pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM). Estes primeiros anos de vida são preenchidos por uma maioria de atuações para instituições, atuações de rua, cantar de Janeiras e participação em pequenos encontros de Tunas.

Em março de 2012, dá-se a apresentação oficial da TMUM à sua Mui Nobre Academia e à cidade de Braga, num jantar e atuação no Sameiro. Também neste mês, a TMUM participa pela primeira vez num Festival de Tunas, enquanto Tuna extra-concurso, no VI Serenatas ao Berço, organizado pela Tun’Obebes – Tuna Feminina de Engenharia da Universidade do Minho.

Em setembro do mesmo ano, a TMUM parte no seu primeiro retiro. Desde então, realiza anualmente dois retiros, um de verão e um de Natal, onde se reúnem todos os membros da Tuna, desde os mais antigos aos mais novos, e onde se constrói um pouco mais do espírito de Tuna.

Em 2013, para além da total implementação da atual hierarquia da TMUM, são discutidas e aprovadas as alterações ao Traje Académico e desenha-se o traje de enfermo. Assim, os Enfermos passam a ter um traje representativo da TMUM. Os Curandeiros passam a envergar a “Afrodite” no Traje Académico, uma fita amarela no macho do braço esquerdo do casaco. Aos Doutunos acresce o “Hermes”, uma peça de veludo amarelo que cobre o ombro esquerdo.

Em setembro de 2013, a TMUM realiza o seu primeiro Salsichão, arraial que já é tradição anual. Também é neste ano que a TMUM atua pela primeira vez na Récita do 1º de Dezembro, organizada pela AAUM, em honra dos heróis de 1640, mantendo presença anual assídua até aos dias de hoje.

2014 apresenta-se como um grande ano para a TMUM.

Em outubro deste ano, a TMUM recebe o primeiro convite como Tuna a concurso no festival, o “VII Tosta Mista”, em Viseu, organizado pela Estudantina Universitária de Viseu, e ganha o seu primeiro prémio: Tuna Mais Tuna!

Ainda em 2014, celebra o seu 5º Aniversário, num convívio com os restantes Grupos Culturais da Universidade do Minho, e estabelece o primeiro contacto com a ARTuna (Tuna Mista da Escola Superior Artística do Porto), com quem, em julho de 2017, oficializa uma relação de irmandade, durante o I A’tom, festival da Educatuna (Tuna Mista da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti), no Porto.

Para além da segunda edição do Salsichão, é neste ano que organiza pela primeira vez o seu próprio festival de Tunas, o “I MOMENTMUM, a Primeira Vez”, em maio, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga. Segue-se a segunda edição deste festival em abril de 2015, o “II MOMENTMUM Broadway”, no Parque de Exposições de Braga. Em 2016, decorre o “III MOMENTMUM À Portuguesa” e em 2017, o “IV MOMENTMUM Disney”, ambos no Theatro Circo. Em 2018, o “V MOMENTMUM Irish”, e em 2019 o “VI MOMENTMUM Fado”, realizam-se no Forum Braga. Em 2020 e 2021, face ao contexto pandémico que se estabelece, adapta o seu festival para o formato online com “Diz que é uma espécie de MOMENTMUM” e “MOMENTMUM à Janela” respetivamente. Em 2022, o festival regressa ao formato presencial, ocorrendo até aos dias de hoje no Forum Braga, com o “VII MOMENTMUM 7ª arte”, e, em 2023, o “VIII MOMENTMUM da minha terra”. Em 2024, realiza-se o “IX MOMENTMUM da Liberdade”, onde é prestada uma homenagem à celebração dos 50 anos da Revolução dos Cravos, tema com tão grande importância para todos os portugueses. Em 2025, realiza-se o “X MOMENTMUM, seja o que 10 quiser”, a décima edição do nosso festival, numa bonita celebração deste festival e da evolução do mesmo. E em 2026, realiza-se a mais recente edição do nosso festival “XI MOMENTMUM: Ao Ritmo do Brasil” onde se celebra a história e a cultura brasileira. Para além de ser uma tradição anual desde 2014 e de cada edição versar um tema diferente, o MOMENTMUM conta ainda com a usual atuação de Enfermos, que abrem a atuação da TMUM no festival.

Em setembro de 2016, a TMUM parte na sua primeira Digressão pelo norte de Espanha. Em julho de 2017, aventura-se pela Europa Central. Em julho de 2018 regressa a Espanha e em agosto de 2019 percorre os caminhos do nosso Portugal. Interrompida durante alguns anos, em julho de 2023 volta a organizar uma Digressão que passa por várias cidades de França e Espanha. Em julho de 2024 a carrinha arranca em direção a cidades de França, Luxemburgo e de Espanha. Por fim, em agosto de 2025, volta ao Luxemburgo, desta vez de avião.

Desde 2015 até aos dias de hoje, a TMUM tem aumentado a sua participação em encontros de Tunas e de grupos culturais, em festivais, em atuações e noutros eventos. Tem dinamizado e consolidado várias parcerias, nomeadamente com a Universidade do Minho (UM), a EM-UM, a Alumni Medicina, a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM) e o NEMUM. Além disso, o seu crescimento musical é notório, arrecadando palmas, prémios e muitos sorrisos pelas cidades por onde passa.

Hoje, com um espírito de Tuna só seu, a TMUM carrega 16 anos cheios de memórias e inesquecíveis histórias, que só quem dela faz parte sabe sentir como ninguém.

Ooooh, TMUM é p’ra saborear!

CAUM
Acordai
Fernando Lopes-Graça
Letra: José Gomes Ferreira
Este linho é mourisco
Trad. do Minho
Arr.: Rui Paulo Teixeira
Canção da vindima
Trad. da Beira Baixa
Arr.: Fernando Lopes-Graça
A moda do chapéu ao lado
Trad. de Viseu
Harm.: Mário Sampayo Ribeiro
Passou por mim e sorriu
Pedro da Silva Martins (por Deolinda)
Arr.: Rui Paulo Teixeira
O pastor
Madredeus
Arr.: Sílvio Cortez
Solta-se o beijo
João Gil (por Ala dos Namorados)
Letra: Catarina Furtado
Arr.: Sílvio Cortez
Cantiga da burra
Sebastião Antunes
Arr.: Sílvio Cortez
TMUM
Canção de alterne
Rui Veloso
Arr.: TMUM
Cantar de liberdade
Vários Artistas
Arr.: TMUM
Serenata a Braga
TMUM
Alvorada
TMUM
Apesar de Você
Chico Buarque
Arr.: TMUM
CAUM
Hallelujah
Leonard Cohen
Arr.: Roger Emerson
Stand by me
Ben E. King, J. Leiber & M. Stoller
Arr.: Mac Huff
Baba yetu
Christopher Tin
Somebody to love
Freddie Mercury (por Queen)
Arr.: Rui Paulo Teixeira
A gente vai continuar
Jorge Palma
Arr.: Fernando C. Lapa

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