Com grande entusiasmo e um profundo sentimento de harmonia, apresentamos o concerto Voix sur l’Atlantique, uma colaboração musical entre o Coro Académico da Universidade do Minho (CAUM) e o coro francês Chorale Orféo, Musiques du Monde.

Este evento, mais do que uma apresentação musical, representa uma fusão de culturas e tradições, refletindo a riqueza e a diversidade da expressão artística.

Num ambiente de camaradagem e inspiração, sob a direção dos maestros César Freitas e Rodrigo Costa, o CAUM e o Chorale Orféo, unem as suas vozes para criar um espetáculo verdadeiramente memorável.

Nesta noite especial, convidamos todos os presentes a desfrutar de momentos de beleza e emoção, enquanto mergulham na magia da música coral e na energia contagiante deste encontro cultural.

Desejamos a todos os presentes um espetáculo maravilhoso, repleto de melodias que tocam o coração e inspiram a alma. Que esta noite seja uma experiência inesquecível, onde a música nos une numa jornada de harmonia e felicidade.

Bom espetáculo!

O Chorale Orféo interpreta um repertório tradicional da América do Sul. Composto por 50 coristas de Grenoble e sua região, acompanhado por alguns instrumentos (cordas, sopros e percussões tradicionais sul-americanas). Orféo é dirigido por Rodrigo Costa, de origem brasileira, professor de guitarra e maestro de coro, em França desde 2009.

Em 2002, o Orféo viajou ao Brasil, convidado pela Universidade do Recife. Essa ocasião permitiu-lhe estabelecer laços estreitos com o grupo vocal Contracantos, que foi a Grenoble em maio de 2003. Dessa troca, e no contexto do ano do Brasil na França, surgiu o projeto Orféo Fête le Brésil (Orféo Celebra o Brasil) em Grenoble, que teve lugar em junho de 2005.

Além disso, o Orféo continuou a sua política de intercâmbio cultural com os países da América Latina, realizando uma viagem à Argentina em abril de 2005, onde se apresentou em concerto com coros locais nas cidades de Córdoba, Tucumán, Salta e Tilcara.

Desde então, outras viagens ocorreram: Venezuela, em 2008; Brasil, em 2011; Colômbia, em 2014; Paraguai, em 2017; e Peru, em 2020.

Diversos grupos foram recebidos em Grenoble: Txaimus (Recife, Brasil), em 2009; Flauta de Bloco (Recife, Brasil), em 2012; Coral Societas (Cartagena, Colômbia), em 2015 e 2017; os grupos Contracantos e Contraventos (Recife, Brasil), em 2016 e 2019; Coro Polifónico Espíritu Santo (Paraguai), em 2018; Coral do Movimento Pró-Criança (Recife, Brasil), em 2019.

Enriquecido pelos seus numerosos intercâmbios com as culturas da América do Sul, o coro Orféo propõe, em seus concertos, a descoberta de ritmos vindos de outros lugares.

Rodrigo Costa

Nascido em Recife, Brasil, em 1981, Rodrigo Costa iniciou a sua vida musical aos 13 anos no conservatório e prosseguiu os estudos de música até à universidade.

Durante esse período, tocou oboé, guitarra, baixo e percussão brasileira.

No Brasil, trabalhou como instrumentista, professor e maestro de coro.

Em França desde 2009, tem trabalhado como maestro de coro, professor de guitarra, baixo e batucada, em escolas de música e também na associação Orféo Musiques du Monde.

Dirige o Chorale Orféo desde 2014.







O Coro Académico da Universidade do Minho é uma associação cultural sem fins lucrativos, fundada em janeiro de 1989, e reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública em junho de 2004.

Ao longo de mais de 30 anos, tem construído uma identidade própria no panorama cultural português, aliando a alegria da sua juventude aos encantos da música coral de todas as épocas, especialmente da música portuguesa. Criado com o fim de divulgar a música coral e instrumental e de proporcionar um espaço de convívio musical (no qual promove o gosto de cantar e desenvolve a sensibilidade artística dos seus associados), já realizou mais de oito centenas de concertos, pelos quais passaram mais de setecentos coristas.

Privilegiando o repertório a capella, da renascença à atualidade, tem também atuado com acompanhamento de quinteto de metais e quarteto de cordas. A presença deste grupo no cenário musical tem-se pautado por uma atitude de abertura e pluralismo, tendo já colaborado com vários grupos e formações de diversas áreas da música.

Afirmada a sua identidade cultural, o CAUM passou a apresentar-se além-fronteiras em diversos encontros de coros. Realizou digressões pelo Brasil (2004), pela Ilha da Madeira (2006), pelos Açores (2009), pelo Algarve (2012), por Paris, Basileia, Zurique e Luxemburgo (2013), por Itália (2015), por Praga e Berlim (2016). Em 2017, levou um projeto musical e social à Ilha de Santiago, em Cabo Verde; em 2018 passou pela Bulgária e pela Roménia; em 2019 voou até Provença, na França; e em 2022 fez uma tour por Portugal.

Desde 1995 tem editado diversos álbuns. O primeiro, intitulado Vozes e Espaços, foi gravado em Braga, na Sé Catedral e no Salão Medieval da Reitoria da UMinho, e em Guimarães, no Paço dos Duques de Bragança (2001). Da natural sintonia das vozes CAUM e instrumentos da Azeituna, surgiu uma realidade que transcende a dimensão de cada um dos grupos, Coro Sobre Azul (2003). Na celebração dos 15 anos de actividade editou um CD multimédia intitulado Hino da Universidade do Minho (2004). Posteriormente, procedeu à gravação, na Capela da Faculdade de Teologia, do CD Dormindo está o Menino (2006), composto na sua totalidade por reportório de natal. No ano de 2006, o CAUM voltou a gravar no Auditório da Academia de Música de Paços Brandão e na Capela da Faculdade de Teologia um novo CD, Homenagem a Fernando C. Lapa, uma homenagem ao seu fundador e primeiro diretor artístico, lançado com um livro no qual se encontram as partituras de todas as músicas contidas no disco. Cultivando uma partilha de cultura musical e da arte coral, o CAUM lançou, em 2017, um novo álbum, Na promessa de uma canção, uma coletânea de arranjos de Rui Paulo Teixeira, onde se comemora, acima de tudo, a amizade.

Desde a sua fundação, até agosto de 2004, o CAUM foi dirigido de forma exemplar por Fernando C. Lapa, que deixou, no coro, a distinção das suas qualidades musicais e humanas. Entre abril e dezembro de 2005 a regência do CAUM foi assumida por Magna Ferreira tendo, em janeiro de 2006, sido assegurada por Rui Paulo Teixeira (que já tinha desempenhado as mesmas funções entre outubro de 2004 e março de 2005) até dezembro de 2017. A janeiro de 2018 foi Sílvio Cortez quem aceitou o desafio de guiar o CAUM, tendo-o feito até outubro de 2022, momento em que é convidado, para o seu lugar, Cosme Campinho.

Atualmente, dirigido pelo Maestro César Freiras, o CAUM é composto pela voz e amizade de cerca de 50 coristas.

César Freitas

Natural dos Açores, iniciou estudos musicais no Conservatório Regional de Ponta Delgada. Em 2007 concluiu a Licenciatura Bietápica em Formação Musical na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo) do Instituto Politécnico do Porto. Em 2013 conclui o Mestrado em Música na especialização de Direcção Coral na Universidade de Aveiro, tendo em 2017 concluído o Mestrado em Ensino da Música na Universidade do Minho. 

No âmbito da Direção Coral realizou masterclasses em Portugal e no estrangeiro (Holanda, Irlanda e Itália), estudando com diversas figuras de renome na área. É membro do Coro Casa da Música desde a sua fundação.

Dirigiu entre 2010 e 2020 o Coro de Câmara da Academia de Música de Castelo de Paiva, com o qual participou com reconhecido mérito e alguns prémios em diversos concertos e concursos em Portugal e no estrangeiro destacando-se a participação no Canta al Mar 2014 (Barcelona, Espanha), World Choir Games 2016 (Sochi, Rússia) e European Choir Games 2019 (Gotemburgo, Suécia).

Fundou em 2021 o coro ProVocal Ensemble, do qual é o diretor artístico.

Recentemente orientou um estágio com o Coro Geral da ESART – Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico da Castelo Branco e foi convidado para ser orador e moderador nas duas primeiras edições do Fórum da Formação Musical, bem como para o lançamento do primeiro volume do Projeto Coral da Poesia Portuguesa.

Foi recentemente nomeado diretor artístico do CAUM – Coro Académico da Universidade do Minho.

Leciona desde 2005 na Academia de Música de Castelo de Paiva. Desempenhou funções docentes na Academia de Música de Paredes e na Escola de Música Guilhermina Suggia da Fundação Musical dos Amigos das Crianças, no Porto.

Chorale Orféo
Douce France
Charles Trenet
Arr.: Nobert OTT
Pasaje
Vinicio Adames
Bom dia
Sophie Boucher
Los pájaros perdidos
Astor Piazzola
Letra: Mario Trejo
Arr.: Marcelo Sanjurjo
Duerme negrito
Tradicional da fronteira entre a Venezuela e a Colômbia
Galopera
Mauricio Cardozo Ocampo
Arr.: Pedro Pablo Vera Ayala
El cóndor pasa
Daniel Alomia Robles
Arr: Armando Vértiz Cayo
Bullerengue
José Antonio Rincon
Eu sei que vou te amar
Vinicius de Morais & Tom Jobim
Xangô
Traditional do Brasil
Arr.: Villa Lobos
Senhora Santana
Bendito de origem medieval
Arr.: Flavio Medeiros & Lucia Helena Cysneiros
Dançando com Lia
Lucia Helena
CAUM
A gente vai continuar
Jorge Palma
Arr.: Fernando C. Lapa
O pastor
Madredeus
Arr.: Sílvio Cortez
Vejam bem
José Afonso
Arr.: Rui Ferreira
Gente humilde
Chico Buarque & Vinicius de Moraes & Garoto
Arr.: Eduardo Dias Carvalho
Minas com Bahia
Chico Amaral
Arr.: Nailse Machado
Cantares
Joan M. Serrat
Letra: Antonio Machado
Arr.: Liliana Cangiano
Down by the riverside
Espiritual negro
Arr.: Ryan O'Connell
CAUM & Chorale Orféo
Acordai
Fernando Lopes-Graça
Letra: José Gomes Ferreira

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